
O técnico Dunga divulgou hoje a relação de jogadores convocados para integrarem a seleção olímpica do Brasil.
A maior surpresa não foi a predominância quase absoluta de jogadores de equipes nacionais, nem a presença de nomes como Alexandre Pato (MIL), Thiago Neves (FLU) e Breno (SPO), ou mesmo a ausência de atletas badalados como Lulinha (COR), Amaral (COR), Guilherme (CRU) e Hernandes (SPO).
Que nada!
Dunga desta vez se superou! Num lance criativo capaz de rivalizar em genialidade com o chapéu aplicado nele por Ronaldinho Gaúcho…
A grande surpresa olímpica é… Toró! O polivalente meio-campista do Flamengo, revelado nas divisões de base do rival Fluminense.
Será louco ou visionário o treinador canarinho?
Antes de precipitarmos críticas ao nosso comandante, convém analisar Toró.
Ficha Técnica:
Rafael Toró Ferreira Francisco nasceu no dia 13/04/1986, no Rio de Janeiro (RJ). Tem 1,69m e 72kg. Veio do Fluminense. Estreou no dia 22/01/2006 (Portuguesa 2 x 2 Flamengo). Tem 51 jogos e 2 gols pelo Flamengo.
Campeão Estadual de 2005, pelo Fluminense. Pelo Flamengo, foi campeão da Copa do Brasil de 2006, da Taça Guanabara e do Campeonato Estadual de 2007.
Toró é jogador-chave no Flamengo de Joel Santana.
De segundo atacante promissor nas laranjeiras, o garoto foi aproveitado pelo técnico Ney Franco como segundo volante.
A ousadia de Ney não vingou, mas Toró fortaleceu a musculatura e aperfeiçoou sua capacidade de marcação.
Na era Joel Santana, passou a desempenhar novo papel em campo: terceiro/quarto meio de campo (a depender da situação do jogo). Portanto, função mais ofensiva e dinâmica que a anterior.
E o sucesso veio à galope junto com a ascensão do Flamengo no campeonato.
Toró se multiplica em campo: faz a cobertura dos laterais, dos volantes, pressiona a saída de bola dos adversários, corre, passa e ainda serve de quarta opção no ataque.
É um curinga. O tipo de jogador que se sacrifica pela manutenção do equilíbrio tático da equipe.
Limitado tecnicamente se comparado a outros jovens talentos, por outro lado, Toró detém em seu repertório: aplicação tática, raça, muita velocidade, resistência, bom controle de bola e a experiência de ser titular de um clube grande brasileiro.
Atributos que agradam ao estilo cauteloso de Dunga.
Se me perguntassem “você convocaria Toró para a seleção olímpica?” minha resposta viria de imediato: “não!”
Todavia, e pensando melhor, pode funcionar.