Já são bem conhecidas a precariedade e a insegurança das praças esportivas do país por todos aqueles que acompanham de perto as partidas de seus times favoritos.
A tragédia da Fonte Nova é a mais nova evidência do despreparo e da falta de profissionalismo que ditam os descaminhos do Futebol brasileiro.
Aliás, a má gestão é regra em toda estrutura da administração pública nacional.
Não seria diferente com o Estádio do Bahia, propriedade do Governo Estadual.
E não foi.
As autoridades competentes ignoraram a gravidade dos laudos da vistoria que, meses atrás, condenaram toda estrutura do estádio.
Para evitar acidentes, o anel superior foi interditado.
Apenas alguns reparos foram feitos e o anel superior foi novamente aberto ao público.
Os problemas permaneceram.
Semanas após: as vítimas.
Como na intermitente Crise Aérea, as providências foram tomadas somente após a morte de inocentes. Pessoas que confiaram suas vidas a segurança oferecida pelos governantes.
As autoridades são assassinas? Não. Contudo, irresponsáveis.
Pensar soluções e agir:
O futebol brasileiro, como o Brasil, precisa de um choque de capitalismo, manejado com planejamento e cobrança de resultados.
Bom começo seria a modernização da infra-estrutura e da gerência dos clubes, tornados empresas independentes e auto-sustentáveis.
Os que oferecem bons produtos e serviços progridem. Os incompetentes vão à falência.
É pedir demais? Ou quantas tragédias semelhantes devem se repetir?
2014 não é distante e há muito por fazer…
Escrito por Fabricio 
Escrito por Fabricio