Tabela de jogos da Copa CT

Setembro 29, 2008

Hora

29/09 (segunda-feira)

18:00

CELINA FC X SISTEMA BRUTO

18:45

PURO MALTE X 10 +

19:30

CCOMP X JESUÍNO FC

20:15

ALCOOLATRAS X ENGENHARIA CIVIL

21:00

PICADURA FC X NASCI COM 20

21:45

SELECOM X RANCA TOCO

Hora

01/10 (quarta-feira)

18:00

CELINA FC X FORMANDOS FC

18:45

ALCOOLATRAS X CKOMP

19:30

CCOMP X PÉ DE CABRA

20:15

PURO MALTE X CATAPEI

21:00

PICADURA FC X BALÃO MÁGICO

21:45

SELECOM X COEFICIENTE ZERO

Hora

03/10 (sexta-feira)

18:00

FORMANDOS FC X SISTEMA BRUTO

18:45

CATAPEI X 10 +

19:30

PÉ DE CABRA X JESUÍNO FC

20:15

ENGENHARIA CIVIL X CKOMP

21:00

NASCI COM 20 X BALÃO MÁGICO

21:45

RANCA TOCO X COEFICIENTE ZERO

Hora

13/10 (segunda-feira)

18:00

CLASSIFICADO 1º X CLASSIFICADO 8º (JOGO 01)

19:00

CLASSIFICADO 2º X CLASSIFICADO 7º (JOGO 02)

20:00

CLASSIFICADO 3º X CLASSIFICADO 6º (JOGO 03)

21:00

CLASSIFICADO 4º X CLASSIFICADO 5º (JOGO 04)

Hora

15/10 (quarta-feira)

19:00

VENCEDOR 01 X VENCEDOR 04 (JOGO 05)

20:00

VENCEDOR 02 X VENCEDOR 03 (JOGO 06)

Hora

17/10 (sexta-feira)

19:00

VENCEDOR 05 X VENCEDOR 06

 


Grupos da Copa CT de Futsal

Setembro 28, 2008

Grupos:

Grupo A

Celina FC

Formandos FC

Sistema Bruto

 

Grupo B

Puro Malte

10+

Catapei

 

Grupo C

CCOMP

Pé de Cabra

Jesuíno FC

 

Grupo D

Alcoolatras

Engenharia Civil

CKOMP

 

Grupo E

Picadura FC

Nasci com 20

Balão Mágico

 

Grupo F

SeleCom

Ranca Toco

Coeficiente Zero


Regulamento da Copa CT de Futsal

Setembro 28, 2008

ART.1º – Todos os jogadores devem se encontrar devidamente matriculados em seus cursos, seja de graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado, e pertencer ao Centro Tecnológico. Caso o número de equipes não seja suficiente para a realização o campeonato segundo o modelo adotado, outras equipes poderão ser convidadas para completar o quadro.

PARAGRAFO ÚNICO – O número máximo de atletas por jogo é de 10. Pode-se inscrever no meio da competição, mediante a apresentação do número de identidade e do número de matrícula do mesmo. A direção da Atlética do CT fica com a função de conferir os dados dos atletas, e também tem a autoridade de não aceitar a inscrição de qualquer pessoa que não atenda as regras dispostas neste regulamento.

ART.2º – Todos os times deverão estar uniformizados para a disputa do campeonato.

ART.3º – A Atlética do CT se responsabiliza por fornecer coletes, nos casos das equipes em disputa portarem uniformes em cores semelhantes.

PARAGRAFO ÚNICO – Não haverá tolerância de espera para inicio dos jogos, o time deverá entrar em quadra de acordo com a regra oficial do futsal.

ART.4º – O W.O. elimina automaticamente a equipe faltante do restante do campeonato. O placar desta partida será de 2 X 0 a equipe presente.

ART.5º – A expulsão elimina o atleta automaticamente da próxima partida a ser realizada pela sua equipe. O acumulo de cartões amarelos não suspenderá o atleta.

ART.6º – Os atos de indisciplina, desrespeito, vandalismo e depredação do espaço público serão julgados por uma comissão especial, junto com a Atlética do CT, e poderão resultar na eliminação tanto do atleta quanto da equipe para o resto desta competição e de competições posteriores.

ART.7º - Na primeira fase e nas quartas-de-final serão dois tempos de 15 minutos corridos, com cada equipe podendo pedir um tempo de 30 segundos por período. Nas semi-finais e na final, serão dois tempos de 20 minutos corridos, com cada equipe podendo pedir um tempo de 30 segundos por período.

ART.8º - As premiações serão: troféu e medalhas – para o 1º colocado; e medalhas – para segundo e terceiro colocados.

PARAGRAFO ÚNICO – Caso alguém que não participou do campeonato queira participar do churrasco, deverá ser cobrada uma taxa de 10,00 reais.    – Os jogos serão realizados no ginásio da Ufes, nos horários de 18:00 às 22:20 horas. 

ART.9º – Os grupos e os horários dos jogos serão definidos no arbitral e não serão aceitas mudanças após o mesmo.

ART.10º – A equipe que não enviar representante ao arbitral deverá seguir todas as decisões estabelecidas no mesmo, sem direito a reclamações. 

PARAGRAFO ÚNICO – Pedem-se as equipes que mantenham os mesmos números de camisa dos atletas nos jogos.

ART.11º – O pagamento das inscrições será feito entre os dias 22/09/2008 e 26/09/2008. A taxa cobrada será de 70,00 reais e mais dez quilogramas de alimento não perecível por equipe.

ART.12º – Dentro da quadra, apenas a equipe e mais um responsável no banco.

ART.13º – As regras da modalidade serão aplicadas por 3 árbitros, sendo 2 juizes e 1 mesário.

ART.14º – Classificaram-se para as quartas-de-final os 6 primeiros colocados e os 2 melhores segundos.

ART.15º – Os critérios para desempate serão, nessa ordem: número de vitórias, saldo de gols, gols a favor, gols sofridos, cartões vermelhos, cartões amarelos, confronto direto e por fim sorteio. A partir das quartas de finais, se um jogo permanecer empatado após o tempo normal, o jogo será decidido por pênaltis. Serão três pênaltis para cada time e se ainda assim permanecer empatado, serão feitas cobranças de pênaltis alternadas até que um time vença.


Convocação para a Copa CT de Futsal

Setembro 19, 2008
Segue a convocação para a disputa da Copa CT:
  1. Engenheiro
  2. Jirlan
  3. Vogas
  4. Alemão
  5. Marcos
  6. André
  7. Negão
  8. Alex
  9. Albani
  10. João Paulo
  11. Lucas
  12. Bernardo
Na segunda-feira, às 19h, coletivo nas quadras externas do ginásio.Caso algum atleta esteja impossibilitado de participar da competição, favor enviar email para pcgama@gmail.com
 
Atenciosamente,
 
Comissão SeleCOM

Bate bola com feras do jornalismo esportivo

Setembro 19, 2008

O “Tá na Rede” publica, com explusividade, as entrevistas que saíram na edição de julho do Primeira Mão, jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Ufes. Conversamos com Rodrigo Ronchi, do portal Folha Vitória, Arnaldo Ribeiro, editor da revista Placar e comentarista do canal ESPN Brasil, e Mauro Cezar Pereira, também da ESPN. Confiram:

“Pobre futebol Capixaba”: tão longe do céu e tão perto do Rio/São Paulo.

O Primeira Mão também correu atrás da opinião de especialistas a respeito do futebol capixaba.
Num primeiro momento, nada de surpresas. Foi confirmado o que todo mundo já sabe: o futebol capixaba virou anônimo no cenário nacional. Num segundo momento… Não restam mais dúvidas. O anônimo realmente é um indigente, principalmente para os jovens.

Primeira Mão: Quais as principais lembranças que você guarda do passado do futebol capixaba e dos jogadores que saíram daqui?

Rodrigo Ronchi: Posso falar do nosso futebol a partir da década de 90. Na realidade, quando tivemos equipes locais com boas campanhas em competições nacionais, como foi o caso da Desportiva em 92, 94 e 98. O antigo Linhares na Copa do Brasil de 94, e o Serra na Serie C de 99. Tivemos bons valores nessas equipes que se valorizaram e saíram para outros centros como Mauro Soares, saído da Desportiva para o futebol português, Hiran, goleiro do Linhares, que jogou na Ponte Preta, Guarani, Inter/RS, Joélson, ex-Serra que foi para o Santa Cruz.

Arnaldo Ribeiro: São três: Dé, do Rio Branco, Botelho, jogador da Desportiva Ferroviária que Bola de Prata da Placar, e o Geovani, um dos mais habilidosos que já vi.

Mauro Cezar Pereira: Lembro dos tempos em que a Desportiva Ferroviária disputava a primeira divisão. Nessa época era comum que times de outros estados, inclusive clubes grandes, jogasse no Espírito Santo. Na época, se não estou enganado, a Vale do Rio Doce dava suporte para a Desportiva. Geovani e Sávio são os atletas capixabas de que mais recordo no momento.

Primeira Mão: A que você atribui o fato de o futebol capixaba ser tão pouco representativo nacionalmente apesar do Estado ficar tão próximo dos grandes centros?

Rodrigo Ronchi: Falta-nos força política representativa no cenário do futebol nacional, uma melhor estrutura dos clubes para que os jovens atletas possam permanecer aqui no Estado, pois hoje se transferem cedo para outros centros, e um maior investimento por parte da iniciativa privada, de modo a criar receita a ser investida no futebol.

Arnaldo Ribeiro: Talvez seja esse mesmo o motivo. Pela proximidade do Rio, o torcedor capixaba muitas vezes tem o Flamengo ou outro time de lá como time do coração.

Mauro Cezar Pereira: Falta de investimentos e preferência de boa parte dos torcedores por times do Rio.

Primeira Mão: Como você avalia o domínio avassalador dos clubes cariocas no ES, que faz com que torcedores mais jovens mal conheçam os tradicionais clubes do estado?

Rodrigo Ronchi: É algo intrigante, não diria apenas os jovens, por que muitas pessoas, inclusive  na terceira idade, também torcem para times de outros centros, principalmente do Rio. A situação é similar em outros estados, inclusive que possuem clubes na primeira divisão, como é o caso de Santa Catarina, onde Corinthians, Grêmio, Flamengo e Vasco têm torcida representativa.

No Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Maranhão e interior da Bahia, também existe forte influência do futebol carioca, isso dito por colegas de crônica nesses locais.  Com isso pretendo embasar minha resposta para afirmar o seguinte:

Não são apenas os jovens que torcem para times de fora e isso ocorre em outros centros, com futebol mais forte que o nosso. Portanto, precisamos não combater isso de imediato, mas fortalecer o capixaba para que apóie o clube local, mesmo que continue acompanhando clubes de fora, pois nesse primeiro momento é preciso somar, não adianta colocar em rota de escolha, ou um clube daqui ou de fora, afinal torcedor quer disputar e ganhar títulos, algo que ainda estamos longe nacionalmente.

Arnaldo Ribeiro: Preocupante. Faz com que não se criem raízes. É um dos Estaduais mais esvaziados do momento. O que fazer? Jogar o Estadual do Rio. Estou convencido disso.

Mauro Cezar Pereira: Acontece o mesmo no Sul e Minas e em Brasília, além da maior parte do norte/nordeste. Claro que é ruim para o desenvolvimento do futebol local, de fato, mas não vejo saída.

Primeira Mão: Aqui o amadorismo dos dirigentes é maior que no restante do Brasil?

Rodrigo Ronchi: Afirmo categoricamente que não. Conheço dirigentes do Estado e do Brasil, e sinceramente não vejo diferenças pontuais. Claro que existem os bons e maus gestores, mas como em qualquer área, seja nos clubes esportivos, na imprensa, etc… Os dirigentes capixabas trabalham dentro dos limites a eles impostos, tais como capacidade financeira para investimento, algo que acontece também no país, de modo que o amadorismo, em muitos casos decorre muito pela falta de separação entre razão e emoção.

Arnaldo Ribeiro: Acho que é proporcional. Não vejo grande diferença.

Mauro Cezar Pereira: Não acompanho de perto, melhor não comentar.

Primeira Mão: A decadência também atinge os demais esportes no estado. Fora alguns poucos atletas, que vencem muito mais pelos seus méritos individuais, os demais esportes olímpicos se encontram no ostracismo. Seria o maior problema a falta de uma cultura esportiva,  a incompetência dos dirigentes ou falta de apoio da classe empresarial?

Rodrigo Ronchi: Na sua pergunta você já apontou algumas respostas para a melhora do problema, como mais competência de dirigentes, apoio empresarial e melhor cultura esportiva – que encaro como melhores políticas públicas. Acontece que o quadro mencionado de méritos individuais não é exclusivo do nosso estado, é uma triste realidade nacional, pois nossos esportistas vencem individualmente. A realidade é brasileira, e nisso o Estado é uma cópia fiel da falta de política pública indecente para o desporto.

Acredito que as formas de iniciação e incentivo às práticas esportivas no Brasil nasceram equivocadamente, e ainda continuam, ou seja, a escola deveria ser o grande celeiro para o começo da formação do atleta, e não o clube. As universidades são o meio, a transição do amador para o profissionalismo deste atleta. E ai sim, no final da cadeia, surge o clube para a profissionalização contratual e seguimento da carreira.

Arnaldo Ribeiro: Só vivendo mais o dia-a-dia para responder. Difícil. Mas cultura esportiva falta em qualquer estado do país.

Mauro Cezar Pereira: Tudo isso reflete a inexistência de agremiações fortes e, conseqüentemente, não acontece o esperado apoio. Dificilmente uma empresa investe em clubes/atletas que não têm visibilidade na mídia.

Primeira Mão: Apesar do estado possuir um publico apaixonado por futebol, que sempre comparece quando há algum evento importante, o esporte aqui não consegue decolar. Seria o caso da classe esportiva se unir mais e tomar mais iniciativas para fazer o que os políticos e dirigentes não fazem?

Rodrigo Ronchi: A classe esportiva é unida dentro das possibilidades e conveniência de cada dirigentes. Infelizmente não acredito em esporte difundido, forte e revelando atletas freqüentemente sem a participação escolar. A união maior deveria sim para um maior fomento do esporte no colegial e faculdades. Infelizmente hoje acontece o inverso, inclusive com a discriminação das aulas de educação física. Sem formar ídolos, não se cria atração. Sem disputar títulos, não se cativa emoção. Os eventos importantes lotam por que? Por que existe algo além do esporte puro e simples a ser jogado. Existe a importância do evento; Vale algo, existe disputa, algo acontecerá ao final, e comparecendo o torcedor fará parte do evento que será histórico, pela relevância, independente do resultado.

Arnaldo Ribeiro: Talvez. Mas me parece um movimento um tanto quanto artificial. Não sei se traria resultado prático esse tipo de iniciativa.

Mauro Cezar Pereira: O mais complicado é que o público do futebol é apaixonado pelos times, e os do ES não têm popularidade.


Crônica de um futebol agonizante

Setembro 18, 2008

A final do campeonato capixaba foi um bom exemplo de como anda o nosso futebol nos dias atuais.

 

 

Grandes jogadas, dribles desconcertantes, estádios lotados, astros do futebol e a certeza de uma grande partida. Não. Esse não é o futebol capixaba. Era dia da rodada final do Campeonato Italiano, mas decidimos que o domingo do dia 18 de maio seria diferente do habitual. Desligamos a televisão e partimos para o estádio Engenheiro Alencar de Araripe, em Cariacica, para assistir à finalíssima do Campeonato Capixaba 2008, entre Serra Futebol Clube e Rio Bananal Futebol Clube.

 

A princípio, a decisão do Capixabão seria no dia 11 de maio, mas ela foi adiada devido a um laudo do Corpo de Bombeiros que declarava o Engenheiro Araripe inseguro devido à precariedade das suas instalações. Após uma reforma feita às pressas, o local foi liberado. As equipes finalistas não possuem estádios adequados para receber um público de cinco mil pessoas, conforme exige a Federação Capixaba de Futebol para uma decisão. A solução foi realizar os dois jogos da decisão em estádios neutros. No primeiro jogo das finais, realizado no estádio Conilon, em Jaguaré, o Rio Bananal venceu o Serra pelo placar de 2 x 1.

 

O clima antes da partida era tranqüilo. Quando chegamos ao estádio alguns torcedores ainda estavam do lado de fora e não havia nenhum sinal de decisão. Desconfiados, mas com boas expectativas, fomos comprar os ingressos. Ao chegar ao guichê, deparamos com uma fila pequena, mesmo faltando apenas 15 minutos para o início da partida. Mostramos nossas carteiras de estudantes, mas nos informaram que apenas o setor das gerais tinha ingressos destinados a esse público. Então pagamos R$ 5,00 pela “meia” entrada, que daria acesso aos setores localizados atrás dos gols, onde os torcedores ficam em pé e debaixo do sol. Qual não foi nossa surpresa quando, ao seguir as orientações de membros da organização de como chegar às gerais, percebemos que estávamos na arquibancada, cujo ingresso custava R$ 10,00.

 

 

O público foi de 3.761 pagantes e aproximadamente cinco mil presentes. A torcida do Rio Bananal esteve em peso no estádio. Aproximadamente 1.500 ribanenses saíram da cidadezinha do interior, localizada a 180 quilômetros de Vitória para assistir à partida. De acordo com o último censo do IGBE, realizado em 2007, Rio Bananal tem 16.587 habitantes. Ou seja: Quase 10% da população encarou duas horas e meia de viagem para acompanhar a final.

 

Vários ônibus foram disponibilizados pela prefeitura da Serra para que os torcedores se deslocassem até Cariacica para ver o jogo. Uma bandinha tão pequena quanto desafinada procurava animar os torcedores. Em ambas as torcidas, algumas faixas colocavam em questão a seriedade da Federação Capixaba de Futebol e do seu presidente, Marcus Vicente. Mas uma em especial nos chamou atenção. Na arquibancada do Serra lia-se: “Audifax, promessa é dívida: Cadê o nosso estádio?”.

 

 

Audifax Barcelos é o atual prefeito da Serra, que em sua candidatura prometeu a construção de um estádio municipal. Fica clara a estreita ligação do futebol capixaba com os interesses políticos e eleitorais. Apesar da falta de estádios adequados, os times finalistas tinham patrocínio de suas respectivas prefeituras. Várias equipes capixabas têm nas verbas públicas suas fontes de renda mais concretas. No interior do Estado, esse fenômeno é ainda mais forte. Em época de eleição, não é de se estranhar que times, até então desconhecidos, façam campanhas excelentes no campeonato, devido ao dinheiro injetado por políticos em busca de alguns votos a mais.

 

 

Já no meio da torcida visitante, pudemos conferir uma parte do hino nacional, sussurrado pelo público, mas infelizmente não paramos para cantá-lo, pois ainda estávamos em busca de lugares para sentar. O Estatuto do Torcedor ainda não foi apresentado ao futebol do Estado. Ingressos que dão direito a lugares numerados ainda soam como algo irreal pelas bandas de cá.

 

O árbitro Elvis de Almeida apitou o início da partida às 16h10min.  O jogo foi bem movimentado. Apesar de entrar em campo com a vantagem do empate, foi o Rio Bananal, equipe caçula do futebol capixaba com apenas um ano de existência, que partiu pra cima do Serra, time quatro vezes campeão estadual. A torcida ribanense, apoiada por outra bandinha, também pequena e desafinada, cantava o tempo todo. Mas a equipe da Grande Vitória chegou ao marcador primeiro. Aos 16 minutos, Índio, jogador de 40 anos e craque da equipe, cobrou falta e Guaçuí cabeceou para marcar o gol. Serra 1 x 0. Aos 43 minutos, Índio, novamente ele, invadiu a área e tabelou com Richard, que chutou no canto do goleiro Walter. Serra 2 x 0. Fim do primeiro tempo da partida.

 

 

No intervalo foi possível observar como é tratado o torcedor capixaba. As condições dos sanitários são precárias, e os alimentos vendidos no estádio não inspiram muita confiança. A pipoca, murcha, custava R$ 1,00. O copo de cerveja ou refrigerante, R$ 2,00. O churrasquinho, R$ 2,00. E os churros, que não pareciam muito aconselháveis, podiam ser apreciados por R$ 1,00. O Estatuto do Torcedor recebeu um cartão vermelho. O Artigo 28 da lei diz que: “O partícipe tem direito à higiene e à qualidade das instalações físicas dos estádios e dos produtos alimentícios vendidos no local”, não passou nem perto de ser respeitado.

 

No segundo tempo, a equipe do interior não teve alternativa. Partiu pra cima para tentar reverter o resultado. Enquanto isso, a torcida do Serra colocava fogo no jogo. Literalmente. Um princípio de incêndio podia ser observado defronte da torcida Cobra Coral. O corpo de bombeiros demorou a se dar conta disso e somente alguns minutos depois o fogo foi apagado. No fim, só restou ao Serra administrar a vantagem e esperar o apito para comemorar o quinto título estadual. Após o jogo, a torcida do Rio Bananal aplaudiu a equipe pela bela e surpreendente campanha, mas as palmas soaram muito mais como um protesto contra a federação do que uma demonstração de apoio moral ao time.

 

 

A entrega das medalhas e troféus foi breve e sem incidentes. O Serra recebeu a premiação, comemorou e deu uma rápida volta olímpica no estádio. As arquibancadas praticamente vazias durante a comemoração refletiam um fim melancólico de um campeonato sem brilho próprio, que ainda conseguiu ser ofuscado pelo despreparo de seus dirigentes e a incapacidade de oferecer um bom espetáculo para os torcedores.