Memórias da Desportiva Ferroviária

Maio 29, 2009

Desp. ferroviariaMostrar que apesar do marasmo atual, o futebol capixaba já teve representatividade no cenário nacional. Tarefa cumprida com maestria por Bruno Marques com o lançamento do livro “Nos trilhos da História – Memórias da Desportiva Ferroviária”.

“Acho importante mostrar que já existiu um futebol de nível nacional aqui no Espírito Santo. O trabalho de produção do livro levou três anos e meio de pesquisas. Além da historiada Desportiva Ferroviária, o livro também mostra as agremiações que deram origem ao clube, e faz um resgate de personagens, jogadores e pessoas que tiveram as vidas ligadas a ele”, conta Bruno.

Livro DesportivaA obra esmiúça a história da Desportiva Ferroviária, um dos principais clubes do Espírito Santo, e explica com detalhes a confusa transformação em Desportiva Capixaba S/A. Nas 278 páginas do livro os fãs do nosso combalido futebol poderão conferir os grandes momentos vividos pela equipe Grená, como os 16 títulos capixabas e as participações nos Brasileiros das Séries A e B, além de ficar por dentro de todo processo de decadência do clube após a parceria com o grupo Frannel.

O livro pode ser adquirido por R$ 30,00. A publicação tem aproximadamente 70 ilustrações, com fotos de quase todos os títulos e ídolos grenás. Para adquirir a obra é preciso entrar em contato diretamente com o Bruno Marques, pelo e-mail livrodesportiva@gmail.com


Histórias do Futebol Capixaba (2)

Maio 29, 2009

BrancãoAo invés de leões, periquitos e animais sem graça que permeiam a fauna de mascotes dos clubes do Brasil, o Rio Branco se diferencia por ter um “mascote” no mínimo inusitado. O Cavaleiro Capa Preta, folclórico personagem símbolo do Brancão, foi criado em homenagem a um grande apaixonado pelo Rio Branco.

Um homem que monta um cavalo sempre usando uma capa, o Cavaleiro Capa Preta. Foi uma homenagem ao Sr. Lafayette Cardoso de Resende, apaixonado torcedor que se tornou símbolo da história do clube, pois na década de 20 era fazendeiro nas proximidades do Monte Moxuara, capa pretaregião mais rural da Grande Vitória, e cavalgava até o antigo Estádio de Zinco, sempre com sua capa preta, para se proteger da poeira e da chuva. Ele ainda se diferenciava dos demais torcedores, por assistir aos jogos sempre do alto do morro que dava fundos para o estádio. Assim se comportando, o Senhor Lafayete Cardoso de Resende ficou conhecido e mais que isso, sua presença passou a ser cobrada: “E o cavaleiro da capa preta, será que não vem hoje?”, indagavam ansiosos, os torcedores rio-branquenses, quando o Sr. Lafayete demorava chegar. O fazendeiro tornou-se assim, o legendário Cavaleiro Capa Preta.

Fonte: Livro Histórias e Conquistas – Autor: Oscar Gomes Filho (em breve farei um post especial sobre esse belo resgate da história e identidade do futebol capixaba)


Histórias do Futebol Capixaba

Maio 29, 2009

são mateusMais uma final de Capixabão se aproxima e não faltam boas histórias para as duas equipes que decidirão o campeonato. São Mateus e Rio Branco lutam não somente em busca do título, mas também para acabar com jejuns indigestos. O Rio Branco, maior vencedor do Espírito Santo, com 35 títulos, passa por uma seca de 24 anos sem levantar uma taça. O São Mateus, fundado em 1963, nunca foi campeão estadual, o que alimenta o imaginário da população da cidade.

A “maldição do Sernamby” é uma das lendas mais curiosas do futebol capixaba. Mentira ou não, a mandinga tem seus fiéis defensores, que juram de pés juntos que a falta de sorte do São Mateus está atrelada a praga. Afinal, como explicar o fato da Associação ter no currículo quatro vice-campeonatos da 1º divisão (94-97-98-99)? “Azar, incompetência ou mérito dos adversários? Que nada! Culpa da macumba…” O engraçado é as conquistas do time alvianil são sumariamente esquecidas. Os campeonatos do interior e os dois títulos da segunda divisão (87 e 2008) nunca são lembrados. Quando confrontados sobre isso, os populares que acreditam na versão sobrenatural se saem com a frase “A maldição é apenas para o campeonato capixaba”.

SernambyA história começa na década de 60, quando seminaristas da Congregação Mariana decidem formar um clube de futebol, a Associação Atlética Paroquial. Com a regularidade, jovens de fora da Igreja ingressaram na equipe e passam a tomar o lugar dos religiosos. Com o abandono destes e a crescente participação da comunidade nas atividades do time, os integrantes decidiram alegar o usocapião (forma legal de aquisição de propriedade em função da posse continuada por vários anos, dependendo da legislação de cada país) sobre o campo, que pertencia a Igreja Católica, reivindicando a posse do espaço.

Reza a lenda que, revoltado com a perda do terreno, um padre da Paróquia de São Mateus amaldiçoou o campo do Sernamby, que mais tarde foi batizado como Estádio Manoel Moreira Sobrinho. Após aquela heresia o religioso rogou a praga que nenhuma equipe do município se consagraria campeão naquele gramado.

segundinhaNunca deram nome ao padre e ninguém confirma a história, mas bastava o São Mateus ser eliminado após uma boa campanha do campeonato que o burburinho sobre a lenda logo fazia eco nas arquibancadas do Sernamby. Toda vez que o “Pit Bull do Norte” decide um campeonato a imprensa da cidade trata logo de desmitificar a lenda. Entrevistam historiadores, clérigos, antigos jogadores e é claro, torcedores e populares. Sempre com a conclusão de que tudo não passa de conversa fiada! Verdade ou não, a Associação terá que vencer o Rio Branco para provar que tudo não passa de balela. A torcida está confiante como nunca no título, mas sempre fica com um pé atrás quando algum corneteiro se lembra do “padre da associação”.